sexta-feira, 1 de abril de 2011

D-Javú de cu é rola!



Caros Leitores,

O meu, o seu, o nosso aro esteve (pode ainda) estar ameaçado de extinção. Pensei em escrever um último post. Pode ser um adeus, um até logo, ou só um charminho.

Tem muita gente preocupada com o futuro da música. Todos ficam aterrorizados quando surge um "restart" da vida, que deveria ser "reset", mas o que mais me assusta não é isso.

Em terra de Luan Santana. Maria Gadú é MPB. Em terra de Restart, Detonautas é rock and roll.

"Shimbalaiê, quando vejo o sol beijando o mar
Shimbalaiê, toda vez que ele vai repousar
Shimbalaiê, quando vejo o sol beijando o mar
Shimbalaiê, toda vez que ele vai repousar"


Ah, uma jaula!

Por sorte, a música popular brasileira sempre se renova. Eis que, por exemplo, surge Juninho Portugal, líder do movimento cultural intitulado "D-JAVÚ".

Juninho Portugal é o codinome de Otto DelaCroix Guimarães e Coimbra Orleans Bragança Portugal Jr.

Herdeiro de uma das famílias mais abastadas da Europa. Juninho passou sua infância em sua casa na árvore, em Mônaco. Em razão da ausência dos pais, o garoto desenvolveu um espírito rebelde.

Aos 08 anos, falava 06 idiomas e tocava todos os instrumentos conhecidos na cultura ocidental.

Durante a juventude, o rompimento total com sua linhagem veio quando declarou para a família sua admiração por Napoleão Bonaparte.

Como castigo, seus pais o obrigaram a ser estivador na Ilha de Marajó, onde conheceu a Ninfa Calipso que lhe deu o dom da música sublíme.

Depois de aprimorá-lo em cabarés e inferninhos do Norte e Nordeste do Brasil, Juninho desenvolveu uma técnica única de gravar um disco com uma única faixa e um único acorde, sem que ninguém perceba.

Em suas andanças conheceu Geandson e Nádila, dois cantores que passaram a lhe ajudar em sua empreitada musical.

Quando os pais de Juninho souberam da situação do filho, resolveram interná-lo em um manicômio na Ilha de Elba, tendo o jovem conseguido fugir de lá depois de alguns anos.

Em razão disso, Juninho hoje se veste de soldado napoleônico comandando o exército sonoro que luta contra nossos tímpanos.

Ao lado dos companheiros Geandson e Nádila fundou o Dejá-vu, que é a sensação que temos quando ouvimos tal banda, algo como: "Eu já ouvi essa merda em algum lugar."

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